26 de nov de 2015

5 Coisas mortais criadas pela moda




Os primeiros viajantes ocidentais frequentemente observavam a ausência de mudança na moda no oriente. Para se ter uma ideia, as vestimentas japonesas já foram as mesmas por mais de mil anos. Alterações na moda muitas vezes aconteciam seguindo os tempos de mudanças econômicas ou sociais, como ocorreu na Roma antiga e medieval do Califado.
O ritmo das mudanças acelerou-se consideravelmente nos últimos séculos tanto para mulheres quanto para homens. Inicialmente, as mudanças na moda alcançavam somente as classes mais altas da Europa. Embora a moda geralmente acompanhasse os ricos, a crescente afluência da Europa moderna levou à burguesia e até mesmo camponeses a seguirem tendências da moda.
Entretanto, nem tudo que era lançado podia ser considerado de bom gosto ou seguro de se usar. A seguir, 5 das tendências da moda que era um verdadeiro perigo para a sociedade. Confira:

A crinolina

5 Coisas mortais criadas pela moda
A crinolina é uma saia feita com aros de metal que as mulheres usavam no século 19 debaixo das saias reais. A peça era feita de crina ou de aço e o propósito do aparelho era fazer com que a saia ficasse uniforme. A crinolina de aço era realmente mortal. Devido ao seu design, as mulheres ficavam bastante suscetíveis a rajadas de vento. Há contos de mulheres que foram arrastadas e levadas para o mar, onde elas prontamente se afogaram devido a ‘gaiola de aço’ amarrada à cintura.
As saias se prendiam nos raios de carruagens e faziam com que mulheres fossem arrastadas gritando pela rua. Em seguida, houve os perigos menos óbvios, como derrubar velas. Se a saia pegasse fogo, até que ela pudesse ser retirada, algo trágico já teria acontecido. Em 1863, em Santiago, Chile, entre 2000 e 3000 pessoas morreram em um incêndio numa igreja.
Quando uma lâmpada de gás incendiou os véus nas paredes, as pessoas tentaram correr para fora, mas a largura das saias das mulheres bloqueou a porta e fez com que as pessoas morressem queimadas.

O espartilho

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O espartilho simplesmente podia cortar, bastante, a circulação entre as pernas e a cabeça das mulheres. A rainha da Noruega era famosa por sua cintura muito pequena e muitos de seus vestidos ainda são expostas para que todos possam ver a sua beleza e esquisitice.
O ato de vestir um espartilho não chegou a se tornar verdadeiramente perigoso até que as pessoas começaram a lacear as peças ao ponto que suas entranhas ficavam espremidas como um tubo de pasta de dente. Não é novidade que o objeto não ajuda as pessoas a respirar muito bem. Com o seu fígado em sua garganta e seus pulmões em suas barrigas, as mulheres vitorianas inventaram “os seios arfando.” O simples ato de respirar pode quebrar uma costela (uma lesão grave nos dias antes da anestesia) e causar hemorragia interna.

Pés de lótus

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“Pés de lótus”, era um costume das mulheres na China por volta do século 8 até o início da década de 1900. Tudo começou com uma concubina dançando na frente do imperador com seda envolvida em torno de seus pés o que acabou fazendo com que os pés das mulheres ficassem tão desfigurados que só podia caminhar distâncias muito curtas.
Todos os seus dedos dos pés, exceto o dedão eram dobrados para baixo e o arco do pé dobrada para trás. O processo era feito durante anos com ataduras cada vez mais apertadas e escalda-pés recorrentemente repugnantes, até que os pés ficassem pequenos e deformados. Essa prática cortava a circulação nos dedos dos pés e o procedimento muitas vezes levava a gangrena ou outras infecções potencialmente fatais. Uma mulher com pés de tamanho normal era considerado feio e, “não casável”.

Fontange

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Na Inglaterra, o estilo era popularmente conhecido como um “topete”. Existiam diversas versões que foram usados ​​por senhoras de todas as categorias, desde a rainha até empregadas e cozinheiras. O fontange foi nomeado em homenagem  a Marquise de fontange, uma amante do rei Luís XIV da França.
O que começou como uma simples touca de fita dobrada na década de 1680 tornou-se, com adicional de tecido, rendas e passamanarias, mais alto, mais complexo e cada vez mais difícil de criar e usar. O perigo do penteado era que ele era apoiado por uma estrutura de arame chamado de “pallisade”, que causava acidentes.

Maquiagem de chumbo

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Nem precisamos explicar muito por qual motivo isso era uma péssima ideia. O chumbo é extremamente tóxico para os seres humanos. Antes da era das grandes marcas de cosméticos; as pessoas maquiavam todo o seu rosto com chumbo. É isso mesmo, chumbo. A escolha da composição veio da Grécia antiga e o chumbo foi usado até a década de 1920.

[FONTE]



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