7 de mar de 2016

Coisas que você precisa saber sobre os "Mamonas Assassinas"




Mesmo que você não tenha nascido na era de ouro dessa incrível banda, você sem dúvida alguma sabe muito bem de quem estamos falando, e se ao contrário disso, se você teve o privilégio de viver essa época provavelmente você é um fã. Afinal, não é à toa que os Mamonas Assassinas em um curto espaço de tempo conseguiram se tornar um grande sucesso nacional.

Os garotos, Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli, que são os ex-integrantes da banda eram conhecidos não apenas pelas suas músicas, mas também pelo grande senso de humor que possuíam e que contagiava a qualquer um, de adultos a crianças.
Suas canções se consagraram, e viraram uma espécie de hino na boca de muitos brasileiros, afinal, quem nunca se juntou aos amigos para cantar “Pelados em Santos” ou parou em algum momento de uma festa para dançar e cantar “Vira-Vira”?
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Os Mamonas souberam conquistar o Brasil de uma forma, que nenhuma outra banda jamais conseguiu. Eles ofereceram um gênero que ainda era novidade para o nosso mercado musical: O rock cômico, apesar disso, eles não se limitavam apenas a esse gênero, pois graças a sua versatilidade cômica, eles produziram músicas dos mais variados gêneros, como forró, pagode, rap, brega, reggae e até heavy metal.
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Agora vamos para o que importa, confira a história completa da banda, e vire ainda mais fã dos Mamonas Assassinas.

Como tudo começou

A formação original do grupo começou a ser formada no ano de 1989. Quando Sérgio Reoli e Maurício Hinoto trabalharam juntos, na época Sérgio já tocava bateria, mas Maurício ainda não se interessava muito pelo mundo musical, mesmo assim, Maurício apresentou Sérgio a seu irmão, Bento Hinoto que na época já tocava guitarra. Os dois garotos se deram muito bem, e começaram a ensaiar na casa de Bento covers de bandas nacionais, como Legião Urbana, Titãs, Ultraje a Rigor e etc. Foi assistindo aos ensaios, que Maurício decidiu aprender a tocar baixo e ingressar na “banda”.
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A entrada de Dinho (vocalista) na banda, foi ainda mais inusitada. Em julho de 1990, o grupo realizava uma apresentação, quando foram insistentemente coagidos pelo público a tocar “Sweet Child O’Mine” da banda americana Guns N Roses, porém apesar de saberem toda a melodia, ninguém do grupo sabia a sua letra completa, foi aí, que para escaparem da situação eles recrutaram um voluntário da plateia, para subir ao palco e fazer os vocais. Como você já deve imaginar, esse “voluntário” era nada mais e nada menos do que Dinho.
Ao cantar de seu jeito debochado e bastante descontraído, o cantor conquistou não só o público que ali estava, mas também os demais integrantes da banda, que o convidaram a ingressa-la. Foi através de Dinho que o quinto e último integrante da banda foi descoberto, o tecladista Júlio Rasec. E até esse momento, a banda se apresentava com o nome de “Utopia”.
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A formação estava concluída, e sobre o nome de “Utopia” eles chegaram a lançar um álbum de músicas covers, que era o que estavam acostumados a fazer, porém menos de 100 cópias foram vendidas.
Aos poucos eles passaram a introduzir o seu ar de comicidade que todos nós conhecemos, o que começou como uma brincadeira nos ensaios, acabou se tornando o grande trunfo para o sucesso.
Foi em uma apresentação na cidade de Guarulhos, que os nossos queridos garotos, viram a chance de alcançar o sucesso bater à porta pela primeira vez. Quando puderam conhecer o produtor Rick Bonadio, que também era produtor de outras bandas como Charlie Brown Jr.
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Com Rick, eles gravaram pela primeira vez as canções “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”, e agora você já deve deduzir o veio em seguida não é mesmo?

A Fama

Após assumir a sua nova roupagem e se voltarem inteiramente ao humor, o grupo alterou o seu nome para “Mamonas Assassinas do Espaço”, e em seguida o nome foi reduzido para apenas Mamonas Assassinas.
Após o pedido do filho Rafael Ramos, que era amigo da banda, o seu pai João Augusto Soares que era um renomado diretor artístico da EMI, resolveu assistir a uma apresentação dos Mamonas e no final, acabou fechando um contrato com o grupo. Foi aí então que surgiu o primeiro albúm produzido por Rick Bonadio, que era chamado por eles de “Creuzebek”.
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O sucesso foi quase imediato, para vocês terem uma ideia, a banda já com o nome de “Mamonas Assassinas” durou de julho de 1995 até 2 de março de 1996, ou seja, um pouco mais de 7 meses, e esse tempo foi o suficiente para que os garotos conseguissem vender mais de 3 milhões de cópias no Brasil e por isso, ganharem o disco diamante pela ABPD.
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Eles foram convidados a participar de uma série de programas de TV, como no Jô Soares, Domingo Legal, Domingão do Faustão e etc. Eles tocavam em média 8 veze por semana, em shows distribuídos por praticamente todos os estados brasileiros.

 O Acidente

Bem, infelizmente todo mundo sabe o trágico fim que os Mamonas tiveram. A banda preparava alavancar sua carreira internacional, e já tinham shows marcados em Portugal no dia 3 de Março de 1996, porém no dia 2 de Março do mesmo ano, os artistas acabaram sofrendo um fatal acidente, enquanto voltavam de um show realizado em Brasília, o que aconteceu foi que o seu jatinho Learjet, acabou se chocando contra a Serra da Cantareira, causando a morte de todos a bordo.
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A morte da banda causou grande repercussão na mídia, não só pelo fato de todos os integrantes serem bastante jovens, mas também pela fatalidade ter ocorrido durante o auge da fama dos Mamonas, sem descartar o fato do ocorrido ter sido bastante drástico, gerando grande comoção nacional.

 Fonte: Ultra Curioso



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